
Que tinta é essa que manchou minhas flores?
Que sombra é essa que escureceu o meu sol?
Mancharam minhas rosas, arrancaram minhas tulipas.
Onde estão, o meus lindos lírios?
Que maldade! Pisaram nas ultimas pétalas que ainda restava!
Roubaram-me tudo... tudo o que eu não tinha,
meu sorriso transformou-se em lágrimas,
não sei se consigo mais cuidar do meu jardim,
devolver a claridade escondida por essa sombra.
Tava tudo tão bem, por que tem que ser assim?
A ira tomar o lugar da simplicidade,
a nostalgia engolir o regozijo, a mentira atropelar o riso,
As vezes diante de tanta intolerância e mesquinhez
a vontade que dar, é de procurar os "culpados"
e atirá-los onde quer que estejam de cima à baixo.
O que choro é magoa, o que escorre do meu rosto
é a insurreição, de sentimentos retraídos,
deprecio a banalidade, de um mundo voltado para o materialismo
devorado lentamente pelo egoísmo egocêntrico,
de seres manipulados pela incerteza do que é viver.
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