sábado, 27 de setembro de 2008

Magoa


Que tinta é essa que manchou minhas flores?

Que sombra é essa que escureceu o meu sol?

Mancharam minhas rosas, arrancaram minhas tulipas.

Onde estão, o meus lindos lírios?

Que maldade! Pisaram nas ultimas pétalas que ainda restava!

Roubaram-me tudo... tudo o que eu não tinha,

meu sorriso transformou-se em lágrimas,

não sei se consigo mais cuidar do meu jardim,

devolver a claridade escondida por essa sombra.

Tava tudo tão bem, por que tem que ser assim?

A ira tomar o lugar da simplicidade,

a nostalgia engolir o regozijo, a mentira atropelar o riso,

As vezes diante de tanta intolerância e mesquinhez

a vontade que dar, é de procurar os "culpados"

e atirá-los onde quer que estejam de cima à baixo.

O que choro é magoa, o que escorre do meu rosto

é a insurreição, de sentimentos retraídos,

deprecio a banalidade, de um mundo voltado para o materialismo

devorado lentamente pelo egoísmo egocêntrico,

de seres manipulados pela incerteza do que é viver.

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